A Indústria 4.0 e as Relações de Trabalho – algumas reflexões

Autor: Jorge Gaspar (Professor Especialista PP / Direito do Trabalho, Professor Coordenador do ISECLisboa)

NOTA INICIAL
As novas tecnologias da segunda era digital estão a introduzir transformações significativas na vida profissional pela via da inteligência artificial, da robótica e, em geral, da “algoritmozação” da vida económica, social e pessoal do Homem. A aceleração do ritmo desta mudança – muito por força daquilo que já é e mostra vir a ser o quadro paradigmático da Indústria 4.0 – tem um impacto profundo no mundo do trabalho, seja pela perspectiva da destruição dos empregos que conhecemos, seja pela sua substituição por outros novos, afigurando-se indissociável de uma crescente tendência de polarização do mercado de trabalho. Estes desafios emergentes, conjugados com a complexidade das instituições e do funcionamento do mercado de trabalho, acrescentam novas questões às dificuldades com as quais já nos habituámos a conviver. A pressão do desemprego, a segmentação do mercado de trabalho e o desencontro entre as competências dos trabalhadores e as necessidades das empresas está a suscitar uma reflexão profunda no mundo do trabalho, reflexão esta que, como sempre assim acontece, pode desembocar num campo de oportunidades.

 

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