Das Estatísticas esquecidas e/ou desaparecidas

Autor: Luís do Nascimento Lopes (Vice-presidente da FENEI/SINDEP)

 

Neste verdadeiro non-stop eleitoral em que entrámos em Maio, as estatísticas têm sido usadas e abusadas como armas de arremesso, para provar uma coisa e o seu contrário, beatificadas e diabolizadas, conforme dá jeito…

Infelizmente pouco ou nada (até ao momento em que escrevo este artigo, nada) se falou ou comentou sobre as estatísticas relacionadas com a Segurança e Saúde no Trabalho. Não admira. Trata-se de uma área em que os sucessivos poderes pouco fizeram e onde a falta de ambição política, de querer verdadeiramente melhorar a situação, é chocante. E assim, vão-se limitando a mudar uma coisita aqui e ali, a produzir alguma legislação que não é cumprida, para que tudo fique como dantes.

É lamentável. Sobretudo porque os períodos eleitorais, mais do que uma feira de vaidades e de promoções pessoais, deveriam servir para que todos, enquanto sociedade, discutíssemos os problemas que nos afectam e para eles buscássemos soluções.

E não adianta escondermos a cabeça na areia ou assobiar para o lado… Temos um problema NACIONAL e SÉRIO no que diz respeito à sinistralidade laboral e às doenças relacionadas com o trabalho. Nacional porque nos afecta a todos, ou seja às vítimas e suas famílias, às empresas, à economia nacional e às estruturas de Segurança Social e sério porque todos temos consciência da dimensão do problema, por muito que a subnotificação tente varrer a realidade para debaixo do tapete.

 

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